Barbado. Alto. Voz grossa. Razoavelmente musculoso. Independente. Carioca. Provocador e altamente inflamável. Eu? Fiquei pirada, óbvio. Suas conversas eram tão diferentes das quais eu costumava escutar no dia a dia, parecia que só você falava minha língua e me entendia em certos assuntos. No começo foi até interessante, "nossa, tenho um amigo mais velho, que legal", mas depois começou a ficar sério. Não eram apenas conversas sobre séries, rock, filmes e como era sua vida na faculdade. Você me atraiu como se estivesse segurando um doce. Caí na sua. Mas aí veio aquela perguntinha que quase todo mundo - que já passou/passa pelo mesmo caso - questiona: "O que ele vai querer de alguém mais nova?" Pois é, cara. Ele não estava focando numa relação assim. Ele tinha uma vida social legal, conhecia garotas, fazia coisas, enfim, era até apaixonado por uma garota que... Cá entre nós, não era muito "tchan", entende? Fiquei um pouco decepcionada com isso. Ele sempre me considerava uma irmã caçula. Poxa, isso não era o que eu queria ser considerada. Tudo bem, não podemos obrigar ninguém a gostar do próximo da mesma maneira. Certo? Certo.
Hoje continuamos uma amizade bem legal, você já não é tão chato (apaixonado) e vamos dizer assim... cresceu.
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